Vanja Orico

Vanja Orico (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1929 – Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2015), foi uma cantora, atriz e cineasta brasileira.

Surgiu no cenário artístico cantando Mulher rendeira, tema do filme “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, mas começou sua carreira cantando no filme “Mulheres e Luzes”, em 1950, uma produção do cineasta Federico Fellini, quando estava na Itália estudando música. De volta ao Brasil, fez sua estréia no cinema brasileiro no clássico O cangaceiro, premiado no Festival de Cannes e sucesso no mundo inteiro, o que rendeu a ela o reconhecimento internacional, fazendo apresentações na Europa, na África, no Caribe e nos Estados Unidos. Gravou discos na França e foi recordista de vendas no Brasil. Foi capa das principais revistas da época.

Uma marca forte da sua trajetória no cinema é sua presença em vários filmes do Ciclo do Cangaço. Além do citado O cangaceiro, também participou de Lampião, o rei do cangaço (1964), Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972).

Paralelamente aos trabalhos como atriz (também atuou em Independência ou Morte, de 1972, no papel da Baronesa de Goytacazes, e de Ele, o boto, em 1987), Vanja Orico desenvolveu importante carreira de cantora, com apresentações em várias partes do mundo. Em 1973, dirigiu o filme O segredo da rosa.

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Era filha do diplomata e escritor Osvaldo Orico e mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, fruto de seu casamento com o ator André Rosenthal.

Nos últimos anos, sofria do mal de Alzheimer. Morreu em 2015, no Rio de Janeiro, de câncer de intestino.

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© Fotos de Gervásio Batista/Arquivo Público de São Paulo.

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Na foto, Vanja Orico ajoelhando-se frente a um comboio do exército. Rio de Janeiro, 1968.

No dia 07 de novembro de 1968, durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão, aconteceu mais uma das cenas da luta contra a ditadura no Brasil. Vanja Orico, de lencinho branco na mão, se ajoelhou no meio da rua para impedir a passagem de um comboio do exército, aos gritos de “Não atirem, somos todos brasileiros”.

Leia também: Vanja Orico: A arte de defender o povo

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