Zilda Paula Xavier Pereira nasceu no Recife em 22 de novembro de 1925. Em maio de 1945, recém-chegada ao Rio, entrou para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O partido foi declarado ilegal em maio de 1947, e ela adotou o nome de guerra Zélia, reverência à sua camarada Zélia Magalhães, assassinada a bala por policiais em maio do ano anterior, quando participava de um protesto no largo da Carioca.

Zilda foi uma das dirigentes da Liga Feminina da Guanabara até a associação ser banida pelo golpe de Estado de 1964.

No final de janeiro de 1970, prenderam Zilda no Rio e a torturaram à exaustão, mas nenhuma informação sobre a guerrilha foi obtida. Depois, ela diria que guardou seus segredos para honrar a memória de Marighella: “Eu via o Marighella na minha frente. Pensava: ‘Carlos Marighella não é homem para ser traído, eu jamais trairei Carlos Marighella”’. Ele já estava morto.

Zilda sentiu dores nos joelhos, decorrentes do pau-de-arara, até o fim da vida. Com ajuda de companheiros e amigos, escapou do hospital em que a haviam internado, depois da simulação de surto de insanidade. Era 1º de maio de 1970, e ela só regressaria do exílio em 1979.

Quando Zilda estava fora do Brasil, agentes da ditadura mataram seu filho Alex, aos 22 anos. Em seguida, Iuri, com 23.

Na manhã de domingo, 22 de novembro de 2015, Zilda se foi pouco depois das oito da manhã. No dia cravado em que completava 90 anos.

[créditos > http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/11/morre-aos-90-anos-lider-guerrilheira-zilda-xavier-pereira-2578.html]

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