Sophie Germain

Sophie nasceu em 1776, filha de um negociante, bem de vida, mas longe da nobreza. Foi uma matemática, física e filósofa francesa com contribuições fundamentais à teoria dos números e à teoria da elasticidade.

Nessa época existiam obras que pretendiam explicar a matemática para o “cérebro feminino”. Teve um livro de Francesco Algaroti que explicava o trabalho de Isaac Newton para mulheres. Como se pensava que estas estavam interessadas apenas em romance, o livro é um diálogo entre uma mulher e seu namorado. O homem fala dos princípios físicos, enquanto a mulher retruca com exemplos amorosos.

Sophie lia escondidamente sobre a Física, de Newton, e a Matemática, de Euler, à noite, depois que seus pais se recolhiam para dormir. Quando seus pais descobriram, confiscaram suas velas e agasalhos para que ela deixasse de estudar matemática. Sophie reagiu escondendo uma porção de velas e enrolando-se na roupa de cama. Passava frio mas não deixava de estudar.

Em 1794 fundou-se a École Polytechnique em Paris. Templo do saber, existe até hoje, mas tinha um problema: era só para homens. Sophie passou a frequentar a escola vestida de homem. Apoderou-se da identidade de um ex-aluno, Monsieur Le Blanc. A escola não sabia que Le Blanc havia deixado Paris e continuou a imprimir resumos e exercícios para ele. Sophie fazia os exercícios e devolvia-os à escola.

Tudo ia bem, até que o professor supervisor do curso, Joseph Lagrange quis uma entrevista com Le Blanc. Ele achava estranho que de uma hora para outra um aluno pudesse apresentar resultados tão maravilhosos. Sophie foi obrigada a revelar seu segredo e foi um espanto, mas contente, Lagrange que passou a instruir e orientar “a” nova aluna. Saindo do já conhecido, Sophie começou a estudar áreas inexploradas da matemática. E sentiu necessidade de recorrer a Karl Gauss. Com medo de ser rejeitada por Gauss, assinou as cartas como M. Le Blanc.

A correspondência entre ambos estava indo muito bem, quando durante as guerras napoleônicas, o exército francês invadiu a Prússia. Sophie ficou com medo que seu guru tivesse o mesmo fim de Arquimedes, fosse morto por acaso. Falou sobre Gauss com seu amigo o general francês Pernety, que comandava os exércitos invasores. Este, impressionado pelo interesse de Sophie, fez questão de visitar pessoalmente Gauss, dizendo-lhe que sua vida estava salva graças a interferência de Mademoiselle Germain. Gauss tomou um susto, quem seria essa mulher?

Na próxima carta, o mistério se desfez: M. Le Blanc mudou de sexo de novo. Gauss respondeu com uma carta belíssima à Sophie, reconhecendo muito o trabalho dela, “ainda mais por ser mulher”.

Mais para o final da vida, Gauss convenceu a Universidade de Goettingen a oferecer um título honorífico a Sophie Germain. Seria algo inédito, nunca antes uma mulher conseguira isso. Vencidas as barreiras, quando a universidade ia homenageá-la, um câncer a levou primeiro, falecendo no dia 27 de julho de 1831.

Como final desta história, quando a Torre Eifel foi erguida, colocou-se uma placa com o nome de 72 cientistas franceses cujo trabalho permitira erguer aquele monumento. Sophie, cujo colaboração provavelmente foi a mais importante dos 72, não estava lá.

Fonte: http://www.batebyte.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1595

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