Kahtleen Hanna é uma cantora, musicista, ativista feminista e escritora de fanzine. Nascida em Portland, 12 de novembro de 1968.

Hanna mudou-se com sua família para Calverton, Maryland em 1971. Devido ao trabalho de seu pai, a família mudou-se diversas vezes. Seus pais se separaram enquanto ela estava no ensino médio. Hanna começou a interessar-se em feminismo aos 9 anos, quando sua mãe a levou para uma marcha em Washington, D.C, onde Gloria Steinem (jornalista feminista) discursou.

No fim dos anos 80, Hanna começou a estudar em Evergreen State College, em Olympia, Washington. Durante aquele tempo, ela começou a trabalhar como stripper para se manter financeiramente, enquanto estudava fotografia. Ao começar trabalhar com o colega de classe e fotógrafo Aaron Baush-Greene, ela montou uma exibição fotográfica que falava sobre sexismo e AIDS. No entanto, a administração da faculdade censurou as fotos antes de serem exibidas. Hanna então montou uma galeria de arte chamada Reko Muse ao lado de Heidi Arbogast e Tammy Rae Carland. As três formaram uma banda chamada Amy Carter.

Hanna também começou a fazer apresentações de spoken word que falavam sobre sexismo e violência contra a mulher – algo que ela começou a se interessar depois de ter trabalhado voluntariamente em uma organização contra violência doméstica. Eventualmente, Hanna abandonou spoken word para criar uma banda, após conversar com Kathy Acker: “Acker me perguntou por que escrever era importante pra mim, e eu disse: ‘porque eu acho que nunca ninguém me ouviu e eu tenho muito a dizer’, e ela disse: ‘então por que você está fazendo spoken word? Ninguém vai nesses shows. Você tinha que montar uma banda’.”

Hanna então formou uma banda chamada Viva Knievel, que fez turnê nos Estados Unidos por dois meses antes de se separar.

Depois, ela e sua banda BIKINI KILL foram responsáveis pelo movimento RIOT GRRRL nos Estados Unidos. Um movimento feito por mulheres e para mulheres, que incluía música, zines, festivais de banda, punk rock e feminismo. Mostravam que as mulheres podiam sim ocupar lugares ‘ditos masculinos’, como tocar guitarra, por exemplo.

Depois de uma turnê, ao retornarem para os Estados Unidos, a banda começou a compôr com Joan Jett, que produziu o single “New Radio/Rebel Girl”.

Bikini Kill que incentiva uma revolução feminista (REVOLUTION GIRL STYLE NOW era um dos seus slogans), questionava o uso do corpo feminino na indústria cultural, reivindicava o prazer feminino como em I Like Fucking, desafiava outras meninas a serem quem elas querem ser como em Double Dare Ya e xingava quem tinha que ser xingado.

Nos shows ela pedia que os caras fossem pra trás e liberassem a parte da frente pra quem fosse do gênero feminino: GIRLS TO THE FRONT! Assim, todas ficavam protegidas de assédio e tinham acesso a uma área privilegiada do palco.

Os primeiros EPs do Bikini Kill foram lançados em um CD chamado The C.D. Version of the First Two Records em 1993. A banda lançou mais dois álbuns, Pussy Whipped em 1994, e Reject All American em 1996, e em, 1998, a gravadora lançou Bikini Kill: The Singles, uma compilação dos maiores sucessos da banda. A banda se separou em termos amigáveis em abril de 1998.

Depois formou a banda Le Tigre e agora tem uma banda chamada The Julie Ruin

Hanna usou o documentário autobiográfico The Punk Singer para anunciar sua luta contra a Doença de Lyme, da qual sofre desde 2005. Ela foi diagnosticada em 2010.

Em entrevistas, Hanna falou abertamente sobre a decisão de ter realizado um aborto quando era mais jovem, dizendo em uma entrevista em particular: “foi uma das primeiras coisas que fiz por conta própria, eu trabalhei no McDonalds, economizei dinheiro, e fiz. Eu sou pró-escolha e defendo isso, porque eu não estaria aqui falando com você agora se eu tivesse tido um filho aos 15 anos”. Hanna expressou sua crença de que falar sobre seu aborto pode encorajar outras mulheres a discutir abertamente o tema, ajudando a diminuir o estigma social que muitas vezes acompanha essa discussão e também ajudando a sustentar o impulso político e mais progressos no que diz respeito o movimento pró-escolha.

Hanna, que era amiga dos membros do Nirvana, namorou o baterista da banda, Dave Grohl, durante os anos 90. Em 1991, durante uma festa na casa de Kurt Cobain, Hanna pichou na parede do mesmo a frase “Kurt smells like teen spirit” (Kurt tem cheiro de teen spirit), uma brincadeira que se referia ao fato de Cobain estar com o cheiro do desodorante de Tobi Vail, sua namorada na época. A frase inspirou a canção “Smells Like Teen Spirit”.

OUÇA> https://www.youtube.com/watch?v=bOCWma5vOiQ

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