Juana Fernandez Morale, escritora e poeta uruguaia nascida na cidade de Melo, em 8 de março de 1892. Começou a publicar seus poemas apenas com 16 anos de idade. Aos 20 anos, casou-se com Lucas de Ibarbourou e passou a assinar suas obras como Juana de Ibarbourou.

Com poesia compostas de sonetos, versos com métrica e rimados, Juana influenciou muito sua geração e seus sucessores, não apenas no Uruguai, mas em todo continente e na Espanha.

Em 1947, foi eleita membro da Academia Uruguaia e em 1959, foi premiada com o Prêmio Nacional de Literatura.

Juana de Ibarbourou morreu na cidade de Montevidéu em 15 de julho de 1979.

“Eu sinto um amor selvagem pela luz.
Cada pequena chama me encanta e me ultrapassa.
Não é cada lume um cálice que conduz
O calor das almas que encontra em sua jornada?

Algumas são pequenas, azuis, tremelicantes,
Iguais às almas taciturnas e bondosas.
Outras são quase brancas: lírios fulgurantes.
Outras, quase vermelhas: espíritos de rosas.

Respeito e adoro a luz como se fosse inteira
Uma coisa viva, que sente, que medita,
Um ser que nos contempla, transformado em fogueira.

Assim, quando morrer, hei de ser, a seu lado,
Uma pequena chama de doçura infinita

Em suas noites longas de amante desolado.”
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Juana de Ibarbourou
(“La pequeña llama”, in Lenguas de diamante. Montevidéu, 1919.)
Tradução de Miguel Del Castillo

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