Nascimento: 24 de julho de 1897, Atchison, Kansas, EUA

Amelia é uma das figuras mais emblemáticas da aviação americana e não é por pouco. Piloto, aventureira e feminista, seu nome até hoje é sinônimo de coragem. Nasceu em 1897 no Kansas e cresceu “menina-moleca”, explorando a vizinhança de onde morava, coletando insetos, subindo árvores e até caçando ratos com sua espingarda. Seu gosto por aventuras nunca morreu, mas foi preciso um empurrãozinho do destino para ela descobrir a vocação.

Certo dia, provavelmente em 1919, Amelia e uma amiga estavam assistindo à apresentação performática de um Ás da Primeira Guerra, numa feira de aviação no Canadá. Porque estavam isoladas do restante dos espectadores, o piloto logo as avistou lá de cima e fez uma pequena “zueragem”: mergulhou com o avião na direção das duas moças, provavelmente esperando que saíssem correndo em pânico. Paralisada pelo medo e por uma gigantesca euforia, Amelia contou mais tarde que, a partir daquele momento, algo estalou dentro dela. Era como se o pequeno avião tivesse “lhe contado alguma coisa”. Em 1921, ela começou a ter aulas de aviação com Neta Snook, outra pioneira da área. Meses depois, comprou seu primeiro avião, um bimotor amarelo “canarinho”, e no ano seguinte já estava batendo o recorde feminino em altitude na época: cerca de 4,3 quilômetros.

Amelia parecia compensar o que lhe faltava de técnica e experiência com inteligência e bravura. Apesar de ter feito diversos voos independentes por diversos países, a conquista que a tornou mais reconhecida foi um voo solo sem escalas pelo Atlântico, em 1932 – o primeiro do tipo feito por uma mulher. Para quem está acostumado com os voos confortáveis de hoje em dia, vale lembrar que ela fez isso num pequenino avião monomotor de apenas seis lugares: um gigantesco feito.

Texto retirado da Capitolina
> http://www.revistacapitolina.com.br/mulheres-mundo-afora-aventureiras-exploradoras/

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