Nascida em 9 de janeiro de 1886, em Ouro Preto, no seio de uma família aristocrática, Alice foi uma feminista muito empoderadora.

A primeira contribuição de Alice ao empoderamento feminino ocorreu em 1927, quando criou o Instituto de Ciências e Artes Santa Augusta, em São Paulo, oferecendo cursos profissionalizantes e de métodos modernos de agricultura para moças do interior paulista. Em 1931, é convidada a dar uma palestra sobre o movimento feminista na Associação Cristã de Moços de São Paulo, na qual ela se comprometeu a tornar o Dia das Mães, já existente nos E.U.A. uma data oficial no país. Enquanto representava São Paulo no II Congresso Internacional Feminista, em 1931, no Rio de Janeiro, redigiu uma carta ao Presidente Getúlio Vargas neste sentido. Em 6 de maio de 1932, um decreto presidencial torna oficial a homenagem.


Em 1933, por sua incansável luta em defesa da participação feminina na política é estendido às mulheres o direito ao voto.
Em 1945, já separada do marido, com o apoio do Partido Comunista Brasileiro, cria as Uniões Femininas contra a Carestia e já em 1946, se torna presidente do Instituto Feminino de Serviço Construtivo.
Introduziu no Brasil a comemoração do Dia Internacional da Mulher, que foi realizado pela primeira vez em 8 de março de 1947. No mesmo ano foi a Praga para a reunião do Conselho da Federação Democrática Internacional de Mulheres.
Foi presa em agosto de 1949, junto com outras colegas em uma passeata promovida pela Associação de Mulheres de São Paulo. Enquanto esteve presa, surgiu uma imensa campanha nacional sob o nome “onde está Alice?”.
Ao lado da sua filha, Maria Augusta Tibiriçá Miranda, ajudou a fundar em 1949, a Federação de Mulheres do Brasil, que presidiu até a sua morte, em 1950.

ATIVISMO SOCIAL:

Depois de passar dois anos no Maranhão, ela se indignou com a situação dos leprosos e deu início a uma intensa campanha nacional de combate à lepra. Fundou em 1926, a Sociedade de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra, assinalando tratar-se de uma obra de solidariedade e não de caridade. Para combater o preconceito sofrido por seus portadores, foi pioneira em sugerir a mudança do nome da doença para hanseníase. Graças ao seu empenho, realizou-se uma conferência no Rio de Janeiro em 1933, que originou o Plano Geral de Combate à Hanseníase.

Entretanto, não demorou muito para que o seu trabalho fosse criticado pelas autoridades, que moveram uma grande campanha contra ela. Infelizmente, seu trabalho de humanização no tratamento de hanseníase foi substituído por medidas violentas, como isolamento dos pacientes e separação de famílias. Diante deste fato, publicou o livro “Como eu vejo o problema da lepra” em 1934, denunciando o regime de opressão imposto aos doentes.

Ainda no campo da medicina social, unificou as entidades de combate à tuberculose e criou uma sociedade de apoio aos cegos.

Nos últimos anos de sua vida, participou ativamente da campanha “O Petróleo é Nosso”, ocupando a vice-presidência do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo.

Faleceu vítima de câncer em 8 de junho de 1950, no Rio de Janeiro.

Enviado por Cassiano Dos Santos Dourado De Toledo Ribas.

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