Quantos filmes dirigidos por mulheres você já assistiu? E quais as referências de nomes de mulheres você sabe com facilidade?

Aqui está a relação de algumas mulheres que contribuíram para o crescimento do cinema mundial como diretoras:

Cleo de Verberena (1909-1972)

É a primeira brasileira, de que se tem notícia, a dirigir um longa-metragem. A produção foi “O mistério do Dominó Preto”, ainda no cinema mudo, em 1930.

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Gilda Abreu (1904-1079)

Atriz e dona de companhia de teatro, foi a primeira mulher no Brasil a dirigir mais de um longe-metragem. O primeiro, “O Ébrio”, de 1946, é um dos maiores sucessos de público da história do cinema brasileiro. O segundo foi “Pinguinho de Gente” (1949), e o último, “Coração Materno” (1951).

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Adélia Sampaio (1944-)
É considerada a primeira cineasta negra a dirigir um longa-metragem no Brasil.
Destacou-se pelo seu trabalho nos curtas: Denúncia vazia, Agora Deus dança em mim, Adulto não brinca e Na poeira das ruas, e nos longas: O monstro de Santa Teresa (1975); e O grande palhaço (1980), O segredo da rosa (1974), Ele, ela, quem? (1980), O seminarista (1977), Parceiros da aventura (1980), Um menino… uma mulher (1980), Fugindo do passado: um drink para tetéia e história banal (1987), AI-5 – o dia que não existiu (2004).

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Alice Guy-Blache (1873 – 1968)

Foi a primeira diretora do cinema francês, sendo reverenciada como a primeira diretora e roteirista de filmes de ficção e vista como uma grande visionária que experimentou o sistema de som, as cores, efeitos especiais e usou temas complexos na narrativa. Seu primeiro trabalho foi feito em 1896 e ela realizou mais de 700 filmes.

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Anna Hofman-Uddgren (1868 – 1947)

Atriz e cantora de cabaré, tornou-se diretora de teatro antes de começar a trabalhar no cinema, sendo a primeira mulher a dirigir um filme na Suécia. Stockholmsfrestelser (1911) foi seu primeiro filme como diretora, também dirigindo posteriormente  Fadren (1912) e Fröken Julie (1912).

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Shobhna Samarth (1915 – 2000)

Indiana, iniciou sua carreira como atriz de filmes falados e sua carreira cinematográfica seguiu até a década de 80. Seu filme de estréia como diretora foi Hamari Beti (1950), onde dirigiu suas filhas Nutan e Tanuja.

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Lois Weber (1879 – 1939)

Atriz, roteirista, produtora e diretora é considerada a diretora feminina mais importante da indústria cinematográfica americana. Junto com DW Griffith foi a primeira autora do cinema, se envolvendo em todos os processos da produção e colocando suas ideias e filosofias em seu trabalho. Estima-se que tenha dirigido por volta de 400 filmes.

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Mabel Normand (1892 – 1930)

Atriz, roteirista, produtora e diretora, era bastante popular no início do cinema mudo americano. Nos anos 20, tinha seu próprio estúdio e companhia de produção, aparecendo em uma série de filmes ao lado de Chaplin, e o dirigindo em seus primeiros filmes.

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Dorothy Arzner (1897 – 1979)

Sua carreira como diretora se estendeu desde o cinema mudo até o início dos anos 40. Era uma das poucas mulheres que estabeleceu um nome na indústria cinematográfica durante esse período.  Por razões não totalmente reveladas, Arzner parou de dirigir filmes de longa-metragem em 1943. Ela continuou a trabalhar nos anos seguintes, dirigindo comerciais de televisão e filmes de treinamento do Exército.

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Germaine Dulac (1882 – 1942)
Teórica de cinema e crítica, era jornalista antes de se tornar cineasta. Com a ajuda de seu marido e amigo, ela fundou uma empresa de cinema e dirigiu alguns trabalhos comerciais antes de realizar filmes experimentais e impressionista. Seu mais famoso filme é La Souriante Madame Beudet (1922).
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Maya Deren (1917 – 1961)
Ucraniana:  coreógrafa, dançarina, poeta, escritora e fotógrafa. Apesar de não ter sido a criadora do movimento experimental, foi quem realizou o filme que mais chamou a atenção do movimento, Meshes of the Afternoon (1943). Ela escrevia, filmava e distribuia todos os seus projetos. Dentre os temas trabalhados por ela estavam a psique feminina, a sexualidade e questões de identidade.
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Shirley Clarke (1919 – 1997)
Iniciou a carreira como coreógrafa, mas ela logo se interessou pelo cinema. Em seu primeiro filme, Dance in the Sun (1953), ela adaptou uma coreografia de Daniel Nagrin; Seu filme foi solecionado como o melhor filme de dança do ano. A diretora fazia parte do círculo de cineastas independentes do Greenwich Village, grupo que incluia  Maya Deren, Stan Brakhage, Jonas Mekas, e Lionel Rogosin. Seus filmes tinham um grande realismo cinematográfico e abordavam questões sociais relevantes, sempre realizados com baixo orçamento.
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Yuliya Solntseva (1901 – 1989)
Russa, cineasta e atriz, estrelou o scifi clássico Aelita (1924) e dirigiu 14 filmes entre 1939 e 1979. Com Michurin (1949) ela recebeu um Prêmio em seu país e foi considerada a Melhor Diretora no Festival de Cannes de 1961.
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Ida Lupino (1918 – 1995)
Mais conhecida por seu trabalho como atriz, tornou-se diretora na década de 40, quando foi suspensa pelo estúdio ao não aceitar um papel. Com isso ela começou a observar os processos de filmagem e edição. Junto com seu marido, Collier Young, abriram uma empresa independente e ela começou a produzir, dirigir e escrever filmes de baixo orçamento. Never Fear foi o seu primeiro filme produzido. Após produzir quatro filmes com questões sociais ela foi a primeira mulher a dirigir um noir, com The Hitch-Hiker (1953). The Bigamist foi o seu maior triunfo.
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Safi Faye (1943)
Senegalesa, foi a primeira mulher africana a dirigir um longa metragem dirigido comercialmente, ela se dedicou a dirigir filmes de ficção e documentários enfocando a vida rural no Senegal.
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Kinuyo Tanaka (1909 – 1977)
Inicialmente atriz, iniciou a carreira ainda no cinema mudo e estrelou o primeiro filme falado no Japão, The Neighbor’s Wife and Mine (1931). Em 1953, ela se tornou a primeira diretora de cinema mulher do Japão, com  Love Letter. Apesar da forte resistência, ela conseguiu dirigir mais seis filmes.
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Carmen Santos (1904 – 1952)
Considerada a mais importante mulher da história do cinema brasileiro, foi atriz, produtora, roteirista e diretora, marcando para sempre a história do cinema nacional. Seu maior projeto foi o filme Inconfidência Mineira.
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