Criméia Alice Schmidt de Almeida militante e ex-guerrilheira no Araguaia, iniciou sua militância política na escola secundária. Cursou Enfermagem na Faculdade Ana Nery, no Rio de Janeiro, de cujo curso era presidente do diretório estudantil em 1968. Presa no Congresso de Ibiúna, após o AI-5 entrou para a clandestinidade e, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi para a região onde posteriormente teve início a Guerrilha do Araguaia.

Grávida, Criméia ficou responsável pela comunicação entre os guerrilheiros e o partido, por meio de viagens periódicas. Em uma delas, foi presa em São Paulo pela Operação Bandeirante (Oban) e levada ao DOI-Codi, junto com sua irmã, Amélia Teles, seu cunhado e seus dois sobrinhos. Foi torturada mesmo estando grávida de sete meses.

Depois, foi levada a Brasília, onde continuou sendo torturada até dar à luz a seu filho, ainda que sob constantes ameaças dos militares de que ele não sobreviveria. Após o parto, Criméia foi impedida de vê-lo e só pôde recuperá-lo 53 dias depois de seu nascimento, desnutrido e dopado.

Assista o depoimento de Criméia: https://www.youtube.com/watch?time_continue=189&v=rz0ekhjmvRc

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