Ela nasceu em Curitiba, PR no dia 22 de janeiro de 1946.Começou a escrever contos aos 9 anos de idade e versos aos 16. Aos 26 anos, publicou pela primeira vez seus poemas em revistas e jornais culturais. Lançou seu primeiro livro aos 34 anos.

Publicou, até agora, 21 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil, que você pode conhecer clicando em Bibliografia.

Compõe letras desde os 26 anos – tem diversas canções gravadas por parceiros e intérpretes. Lançou, em 2005, seu primeiro CD, o Paralelas, em parceria com Alzira Espíndola, pela Duncan Discos, com as participações especialíssimas de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. Para conhecer essas gravações e os parceiros da poeta, dê uma olhadinha na Discografia!

Antes da publicação de seu primeiro livro, Navalhanaliga, em dezembro de 1980, já havia escrito textos feministas, no início dos anos 1970 e editado algumas revistas, além de textos publicitários e roteiros de histórias em quadrinhos. Alguns de seus primeiros poemas foram publicados somente em 1984, quando lançou Pelos Pêlos pela Brasiliense. Já ganhou vários prêmios, incluindo o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro Vice Versos e o Jabuti de Poesia, de 2009, pelo livro Dois em Um.

Com Caio Fernando de Abreu, recebendo o Jabuti de Poesia de 1988

 

Tem poemas traduzidos e publicados em antologias nos Estados Unidos, Bélgica, México, Argentina, Espanha e Irlanda, tendo sido também convidada como palestrante na Bienal de Lenguas da América no México e na Europalia Brasil em Bruxelas.

Foi casada com o também poeta Paulo Leminski, com quem teve três filhos: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski.

 

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Poemas & Haikais:

“Sim.
Todos os poemas
são de amor.
Pela rima,
pelo ritmo,
pelo brilho
ou por alguém,
alguma coisa
que passava
na hora
em que a vida
virava palavra.”

Alice Ruiz

“vara o dia varrendo a noite.
cata um sonho sonha um vento.
algo que fique. por pouco. por muito pouco.
um cisco que seja. algo que signifique.”

.Alice Ruiz

 

Drumundiana

(Paródia do poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade.)

e agora maria?

o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou
apagou
à luz do dia

e agora maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria

 

Se

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer,
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso,
de noite uma farra
a gente ia viver com garra
eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto
ia ser um riso
ia ser um gozo,
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio
daí, vá ficando por aí,
eu vou ficando por aqui,
evitando, desviando,
sempre pensando,
se por acaso a gente se cruzasse

Alice Ruiz

pensar letras
sentir palavras
a alma cheia de dedos
—  Alice Ruiz
Quantas coisas um sonho quer dizer e não diz?
—  Alice Ruiz

Desenhos de Leila Pugnaloni:

fonte: Alice Ruiz – Site Oficial

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