Margarida da Graça Martins nasceu no dia 27 de novembro de 1782. Era filha única de Manoel José da Graça e Anna Maria Cardosa. Casou-se aos 13 anos com José Paschoal de Lima, do qual ficou viúva três anos após o casamento. O sargento-mor Francisco de Paula Martins foi o seu segundo marido, com o qual teve 5 filhos: Ângela, Manoel, Ana Margarida, Maria e Belchior.

Com a morte do pai, em 1810, e depois do seu marido, Sargento-mor Francisco de Paula Martins, em 1815, Margarida tornou-se herdeira de propriedades e escravos, tendo que comandar os negócios da família.

Dona Margarida chegou em Santa Bárbara (interior de São Paulo) em 1817, quando adquiriu uma sesmaria (terras que os reis de Portugal cediam a quem se dispusesse a cultivá-las), para montar um engenho de açúcar. Logo que chegou, ela doou terras para a Cúria Paulistana construir a capela que hoje é a Igreja Matriz do município. A data de fundação da cidade está ligada à construção da capela à Santa Bárbara, da qual a fundadora era devota.

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Em função da morte de seus pais, Dona Margarida ficou pouco tempo em Santa Bárbara e, em 1821, voltou a Santos, para cuidar do engenho da família.

Em 26 de setembro de 1869, através da lei nº 2, de 11 de junho de 1869, o povoado foi elevado a município, marcando a emancipação política da cidade. Na época, o povoado era conhecido como Santa Bárbara dos Toledos, devido à grande extensão de terras que a família Toledos possuía na região. Até então, o povoado pertencia a Piracicaba, mas, por dois anos, chegou a pertencer a Campinas – de 23 de janeiro de 1844 a 2 de março de 1846.

Margarida faleceu em 13 de julho de 1864, com 81 anos e foi enterrada no Cemitério da Consolação em São Paulo. No dia 4 de dezembro de 1967, seus restos mortais foram transferidos para a Praça Cel. Luis Alves, localizada em Santa Bárbara d’Oeste.

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Em uma homenagem póstuma à Margarida, a  Rodovia paulista SP-135, no trecho que faz a ligação entre as cidades de Santa Bárbara d’Oeste e Piracicaba, recebe seu nome.

Santa Bárbara é conhecido como o primeiro e único município brasileiro fundado por uma mulher. Mas será que é o único mesmo? Sabemos do apagamento histórico de mulheres, como a Tia Eva, uma das fundadores de Campo Grande, mas que não é reconhecida. Que a releitura da história seja feita e que o reconhecimento do papel feminino no mundo seja dado antes que tardio.

 

 

 

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